Entramos
no século 21 com uma evolução tremenda das redes sociais, sem ter dia, hora, ou
ano para parar. Não sabemos se essa comunicação virtual, com os telefones,
tablets e computadores, possam ser anjos-mau ou anjos-bom.
O
que vemos é uma aceleração da humanidade, em encontrar aquilo que talvez não
chegue a encontrar e sem saber o que encontrar. São pessoas que no decorrer de
seus dias, vivem se prendendo e às vezes se afastando de todos para viver um
grande romance com essa cobiçada máquina que ele inventou para viver.
Diferente
do início do século 20, em que o homem se preocupava, em seus inventos, de
aproximar as pessoas, através do rádio e depois a televisão, e com isso levar
as notícias cada vez mais próximas uns para o outro. Sem contar que tanto um
como o outro dispositivo, podendo ser, compartilhado coletivamente.
Nesta grande evolução
através da internet, as pessoas estão cada vez mais se fechando em um mundo
virtual, de individualismo e prazeres amargos, não medindo as consequências do
que possa causar, até para si próprio. Tendo as pessoas, em suas mãos, tudo que
precisam para se mostrar em rede mundial, jogam informações que chegam para
muitos de forma bruta e sem se importar com o mau que possam fazer. Também temos os aplicativos que são criados, e para muitos são usados de forma inteligente, e outros as vezes aproveitando da facilidade dos acessos, usam para satisfazer seus egos. Temos como exemplo, o Snapchat, aplicativo de troca de mensagens em vídeo que se auto destroem em dez segundos. Uma forma que os adolescentes compartilham fotos nuas, sendo chamadas de sexting.
Tudo isto pode ser feito e visto em tempo real, e é o que eles mais procuram e gostam, de algo muito rápido, que instigam, e depois apagam, tendo assim sempre algo novo para visualizar. Essa geração de internautas cobram muito da evolução, aliás eles nasceram nesse era da informática e estão sempre buscando.
Essa grande multimídia criada, o Snapchat, veio com uma forma fácil de usar, onde combina texto, imagens, vídeos e desenhos. Tendo sua área de produção de conteúdo, como um novo serviço, chamado Discover. Mistura de portal web com revista digital, com séries de “ canais” para folhear, onde se lê e vê o conteúdo sem deixar a rede social. Como cita Luli Radfahrer em 16/03/2015 na edição 842 do Observatório da Imprensa.
Todas as notícias são feitas e adequadas
para os veículos móveis, atualizadas
diariamente, sem arquivos, sem compartilhamento
e conseguindo com variadas notícias, para atingir qualquer público e
sendo informados diariamente, sempre com conteúdos diferentes.
Mesmo assim, esse inovado canal de informação, como tudo
que cria e se inicia, tem que ter seus estudos para o futuro,
onde possam enfrentar essas
gerações que foram criadas com o compartilhamento de tudo o que vê. Podemos até
pensar em algumas lapidações, como é feito em muitas invenções e não esquecer
os exemplos passados, de jornais impressos onde sua informação se perdia com o
tempo, sem arquivo que o leitor pudesse buscar.
Sempre teremos que reinventar a
notícia, mas de uma forma que deixe o leitor, cada vez mais acomodado e seguro
com suas fontes de informações, pois com a facilidade que ele tem, pode passar
para outras fontes em um click.
Essa grande massa de sociedade
tecnológica, se conecta à internet, em todos os lugares que possam estar e
também se infiltrar em qualquer assunto que seja do seu interesse, como já
previa o filósofo francês Pierre Lévy, com o seu livro Cybercultura (cultura de
conexão em rede). Um pouco antes também acreditando na explosão da tecnologia
através do computador, em 1965, Gordon Moore, um dos fundadores da Intel,
previu que a densidade de transistores dos microcomputadores, seria duplicado a
cada, 18 meses, o que ficou conhecido como “Lei de Moore”.
Com tudo isso nas mãos de todos,
só restou colocar a mão na massa, ou melhor no teclado, e navegar pelo
mundo(uma gíria do mundo digital), um grande espetáculo, onde o indivíduo
consegue se comunicar em tempo real em qualquer parte do mundo, sendo até para
participar dando sua opinião e concordando ou discordando do que recebe em
rede.
Grande
inovação, desse infinito veículo, é a rapidez como, pelo fato do seu avanço
tecnológico, ir barateando e mais pessoas tendo acesso. Tanto no lado positivo
ou negativo, são os novos internautas que toda hora chegam, mesmo usando
ferramentas que lhe ocultam, mas tudo é válido, afinal temos tudo em mãos.Surge nessa grande esfera de informação, os jornalistas amadores, tudo por criação do Smartphones, que com ele esse pessoal pode fotografar, gravar um vídeo e outras inúmeras práticas que lhe permite mostrar seu trabalho nas redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram. Essa grande mudança de valores, pode ser muito importante, no caso de uma reflexão sobre o jornalismo na sociedade contemporânea. Citado por Felipe Tessarolo em 28/04/2015 na edição 848 do Observatório da Imprensa.
As pessoas ultrapassando barreiras e com isso muitos que não se adequaram a essa mudança, podem ser deixados de lado, pois até os grandes jornais, são forçados a essa mudança, como se estivessem sendo empurrados por uma grande multidão, sem ter como voltar, e se for resistentes, podem ser pisoteados. Mostrando-se ai que o digital veio pra ficar e ter que adequar a tudo que surgir de novo.
Já se vê essa preocupação dos grandes jornais, e tentando mudar a regra do jogo, o jornalista do El País, Daniel Verdú fala sobre a reformulação que o jornalismo vem passando para recuperar a conexão com os seus leitores. Uma reformulação é a maneira de falar com o leitor, pois hoje compartilhar uma notícia é mais importante do que consumi-la. Citado por Felipe Tessarolo em 28/04/2015 na edição 848 doObservatório da Imprensa.
Com isso os jornais de grande
acesso, procuram de todas as maneiras segurarem os leitores, descobrindo neles
os seus interesses de leitura, sendo que a grande massa, já não se interessa
por assuntos intelectuais e sim curiosidades que possam levar a infinitos
assuntos, corriqueiros do seu dia a dia.
Também o que se pode ver e o que
temem os jornalistas, é que como todo mundo tendo acesso a internet, tanto para
ler como para opinar, ficou difícil, por haver muitas informações
desencontradas, onde, como lembra uma brincadeira de infância, o telefone sem
fio, que o que falava no ouvido de um que estava em uma ponta, chegava
completamente diferente no ouvido do que estava na outra ponta, isso é o que
está acontecendo nas redes sociais da internet, onde uma pessoa coloca um
assunto, a outra compartilha e já faz um comentário, outra só comenta e já
destorce um pouco, e quando chega no final do dia, temos uma notícia ao avesso
do que começou.
Como diz e escreve, o jornalista
da Carta Capital Dal Marcondes,” as mídias convencionais, estão em crise, com
seus negócios desmoronando, e o que tem de pior, não é pela qualidade e sim por
se tratar de um público que não procura mais jornalismo com comportamento
crítico e factual e sim entretenimento travestido de jornalismo”.
Hoje o que se vê, são informações
de impactos cômicos e dramáticos, sendo assistidos e aceitos pelo público, ao
invés de grandes matérias que ficam caras pra fazer, com jornalistas formando
matérias de qualidade e sendo de interesse para todos, mas mesmo assim sem nenhum impacto.
Agora, apesar de já fazer alguns anos que essa tecnologia já circula por aí, talvez ela mude e quem sabe se alinhe, pois mesmo os jornalistas de redação já estão utilizando em algumas matérias, seu smartphones, e filmam, entrevistam em tempo real, e passam para a redação. Esses profissionais da comunicação entrando nesse mundo virtual, barateando suas reportagens, e levando para seu leitor a verdade, e não compartilhamentos de informações que só aumentam a mentira e a falta de credibilidade. Temos muitas pesquisas feitas e todas pendem para um jornalismo online pouco confiável.
Mesmo as grandes redes
preocupadas, como é o caso da BBC, que no início desse ano relatou o ‘The future
of news’ (O futuro das notícias) e detectou como, a era da desinformação. São
notícias que se misturam com as fontes de qualidade, e como estas já se
tornaram a minoria, não se consegue saber o grau da legitimidade. Só o que
resta a fazer, são os grandes veículos de comunicação, se fortalecer, ter uma
retomada com seu público, conquistando sua confiança e quem sabe num futuro
próximo, alavancar esse jornalismo online e chegar a atingir confiança e ser um
veículo de comunicação com grande excelência.
Links para as fontes do post:
http://observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/redes-sociais-e-individualismo/
http://observatoriodaimprensa.com.br/.../reflexoes-sobre-o-jornalismo-na-socie...
http://observatoriodaimprensa.com.br/.../por-que-o-jornalismo-online-ainda-e-...
htpp://observatoriodaimprensa.com.br/...noticias/_ed842_reinventando_a_notic...
http://observatoriodaimprensa.com.br/.../por-que-o-jornalismo-online-ainda-e-...
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